Calendário Amigável
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Partimos dia 14/06 para correr as provas no dia 17/06 com a seguinte escalação da Q-Q: Maratona: Ederaldo (Curitiba). Meia maratona: Jaci e Mônica (Floripa), Marcos e Kátia (Poços de Caldas) e Ednaldo (Brasilia). Fomos do Rio a Atlanta (7h de viagem) direto, saindo na quarta-feira dia 14, chegamos em Atlanta na manhã de quinta-feira e após l iberações alfandegárias, estávamos em USA, com todo o dia para visitas à cidade e pontos turísticos. Foi o que fizemos, visitando o maior aquário do mundo, recém inaugurado. À noite, partimos diretamente para Anchorage (6h de viagem) já no Alaska.
Alaska cujo vocábulo esquimó, significa “terra firme,
lugar pra onde vai o mar”, é Apenas 20 anos mais tarde, em mãos americanas, comprovou-se que a operação tinha sido vantajosa, com a descoberta do ouro. O que realmente determinou o impulso da próspera economia da região foi o descobrimento do petróleo nos princípios do seculo XX. Graças a importantes jazidas de petróleo e à construção de um oleoduto de 1.269 km, até o porto Valdez (o maior petroleiro do mundo com este nome, naufragou no Alaska, causando o maior desastre ecológico da estória do planeta), o Alaska ficou situado entre os Estados mais ricos da nação. Esta “última fronteira”, como é chamado o Alaska, tem sua economia baseada além do petróleo, na mineração do zinco e de metais preciosos , pesca, corte e processamento de madeira e o turismo. Sua capital é Juneau, mas sua maior cidade é Anchorage, exatamente a cidade onde seria realizada a prova. Chegamos na quinta à tarde com 5 horas de diferença no fuso horário, tive a preocupação de manter o relógio marcando as horas no Brasil e tão logo este relógio acusou 22h, 17h em Anchorage, procurei dormir, fechando todas as cortinas e “blackouts”, (sobre este tema, assista o filme “Insônia”). Pela “madrugada” dava uma olhada para as cortinas e sempre via luminosidade. Este é o charme da região, este é o charme da prova, nunca escurece, mesmo a qualquer hora da madrugada o máximo que fica é aquela luminosidade de entardecer, por isso o nome maratona da Meia Noite, mesmo considerando que a prova ocorreu às 9h da manhã do sábado.
A nossa saída foi simples , mas solene e respeitosa, com direito a bandeiras, escoteiros e canto do hino americano em capela. O nosso trecho da meia não deixou nada a desejar, corremos alguns poucos kms em um condomínio com casas típicas, muito verde e com aquelas chaminés próprias para o Papai Noel. Depois e até o final, em trilha asfaltada, como no nosso parque de Brasília, mas em um parque especial, um bosque fechado por árvores nativas, na maioria pinheiros e outra espécie de folhas largas que não consegui identificar. Ao lado, o frio mar esmeralda do Alaska e ao fundo montanhas, muitas delas com cumes ainda brancos de neves ou gelo eternos, coisa de deixar qualquer um pensando: - ”Que bom que posso estar aqui, que bom ter saúde, meios e disposição para fazer a prova, que prazer ter amigos que fazem e pensam da mesma maneira - isto é felicidade!”. No meio de toda esta euforia, chegamos todos inteiros e prontos para a festa de chegada com música e em barracas separadas: frutas, pães caseiros, isotônicos e água com fartura para todos, não só os atletas. Ederaldo completou a maratona com 3h26min ficando em 52º lugar, e na meia a Monica, Jaci e Marcos chegaram juntos com o tempo em torno de 1h50min ficando em 51º e 116º lugares entre as mulheres e homens, eu fechei com 2h15, em 258º entre os homens, seguindo a risca as orientações contidas no site www.calendarioamigavel, artigo “A pausa que refresca”. Katia tambem fechou bem a prova com 2h36min ficando em 396º entre as mulheres. Concluo, afirmando que foi uma experiência inesquecível , ainda mais que no mesmo dia embarcamos em um porto a 150 km de Anchorage para um Cruzeiro marítimo, num navio luxuoso e de última geração, que superou todas as nossas expectativas. Fomos levados durante sete dias para locais e paisagens estonteantes, com possibilidade real de observação de muita vida marinha, geleiras, glaciais, ilhas, e outros acidentes geográficos. O final deste cruzeiro foi Vancouver, a bela cidade Canadense na qual fizemos outra meia maratona no domingo seguinte, mas isso já é outra estória. EMC/Julho 2006 |
| FOTOS: | 1 - | Ednaldo, Marcos e Katia (Poços de Caldas), Leila (Curitiba, esposa de Ederaldo que estava já correndo a Maratona), Jaci e Monica (Floripa) e Jussara |
| 2 - | Medalhados: Monica, Jussara, Leila, um casal de Cubanos, Ednaldo, Ederaldo, Jaci, Marcos e Katia. | |
| 3 - | Detalhes do Centro de Turismo da Cidade. |